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Natal na Matrix Paraíso.

A Matrix Paraíso foi o primeiro protótipo da Matrix atual, projetada pelo Arquiteto. Ela foi projetada para controlar a humanidade pondo suas mentes em uma realidade simulada e artificialmente construída. A realidade que ela simulava criava um mundo perfeito onde não havia dor ou sofrimento, um artificio das Máquinas para tentar pacificar suas mentes. No entanto as mentes humanas inconscientemente alegando que esse mundo era "bom demais para ser verdade" não aceitaram esta versão e muitos dos conectados a ela morreram. Na tentativa de corrigir suas falhas, uma outra versão da Matrix foi projetada, essa ficou conhecida como "Matrix Pesadelo".

Configuração Editar

Em Animatrix: O Segundo Renascer Parte II uma pequena parte da Matrix Paraíso pode ser vista. Ela continha uma simulação de uma versão de uma Nova York arruinada pela Primeira Guerra das Máquinas e que neva durante o período do Natal. A cena mostra também uma casa de família aparentemente aconchegante e feliz para a qual uma das crianças conectadas a essa versão corre em direção a seus "pais".

Programas Editar

Assim como nas versões posteriores da Matrix, Agentes foram incluídos para proteger o sistema e manter a ordem. Eles tomavam formas diferentes; Tentando aparecer, por exemplo, com os pais das crianças e "anjos", como os Seraphins, que Seraph deveria ter sido.

Como sendo um dos mais antigos programas da Matrix, pensa-se que o Merovíngio possa ter feito parte da Matrix Paradise, embora seu propósito original não tenha sido conhecido.

Falha Editar

A Matrix Paraíso, porém, não foi aceita pelas mentes conectadas a ela, e, como resultado, muitos morreram. No caso da criança vista em Animatrix correndo em direção aos pais em Nova York, ele percebeu que seus pais não eram o que pareciam ser, vendo-os brevemente como Agentes pouco antes da sua mente rejeitar toda a realidade, que, então, pareceu queimá-lo.

Os programas tinham diferentes teorias sobre o por que a Matrix Paraíso falhou; O Arquiteto disse que era uma consequência da imperfeição inerente a cada ser humano, mas que o problema em si era a escolha. O Agente Smith disse que alguns acreditavam que o que faltou foi uma linguagem de programação para descrever um mundo humano perfeito, mas que ele mesmo não acreditava que isso realmente fosse funcionar pois, segundo ele, os humanos definiam sua realidade através da miséria e do sofrimento.

O fim da Matrix Paraíso Editar

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Um Seraphim exilado, que pode ter atuado como um protetor da Matrix Paraíso.

No fim da Matrix Paraíso, alguns dos programas tornaram-se redundantes, algo que fez com que suas funções fossem removidas do sistema, novos programas fossem criados para substituí-los, e, posteriormente, eles fossem marcados para exclusão. No entanto, em vez de retornarem à Fonte, alguns, desejando sobreviver, se esconderam e voltaram para versões posteriores da Matrix como exilados.

O Merovíngio, como um dos primeiros programas criados, pode ter estado entre os primeiros exilados, e passou a deter e controlar o poder de permitir que esses programas sobrevivessem (ou não) a exclusão. Muitos de seus servos e capangas vem das primeiras versõea da Matrix, como Baelroth, que se acredita ter sido um anjo na Matrix Paraíso, e Seraph, outro provável Seraphim, que mais tarde se rebelou contra o Merovíngio.

O Arquiteto aprendeu com o fracasso da Matrix Paraíso indo em uma direção completamente oposta à essa e, em vez de tentar remover o sofrimento da existência humana, ele projetou a próxima versão da Matrix para incluir tanto sofrimento quanto possível, sem saber que na verdade o problema era uma simples falta de escolha. A escolha não dada aos habitantes da Matrix de subconscientemente aceitar ou não o mundo artificial.

Interpretações Editar

Primeira Matrix Editar

Além de testes neurológicos realizados em humanos, a Matrix Paraíso é dita como sendo a primeira Matrix criada. Entretanto, supondo-se que ela antecede as outras Matrixes projetadas pelo Oráculo que tem a opção de escolha, algo que igualmente antecede a programação do Escolhido, apesar da resistência acreditar que ele tenha nascido dentro dela desde o começo. Porém o Arquiteto contou as Matrixes de uma "anomalia" ao surgimento da seguinte, isto significa que ambas as Matrixes Paraíso e Pesadelo não são parte desta numeração, levando alguns a chamá-las de versões Beta da Matrix ou de protótipos.

Paraísos Editar

Enquanto O Segundo Renascer mostra um Natal nevado, que pode ser assumido como sendo a Primeira Matrix mencionada pelo Agente Smith no primeiro filme da trilogia, outros supõem que a "Matrix Paraíso" possuía um designer mais abstrato da perfeição com a qual o Arquiteto a descreve, ou um Paraíso celestial para espelhar a Matrix Pesadelo infernal, com seraphins angelicais, o avistamento de anjos, outros exilados e monstros mencionados pelo Oráculo durante uma conversa com Neo vista em Matrix Reloaded.

Imperfeições Editar

Ken Wilbur em The Philosopher's Commentary para Matrix Reloaded descreve que ele interpreta a imperfeição nos três filmes como sendo algo central para os três mundos: o das Máquinas, dos Humanos e da Matrix, e que a perfeição é algo impossível de se alcançar pois, criando-a através da racionalidade, nós deixamos de lado os "mundos" do corpo e do espírito, o que acabaria resultando na produção de uma uma desarmonia e deixando uma instabilidade inerente no sistema. Isso também mostra a imperfeição do Arquiteto, representando a "racionalidade masculina" e o Oráculo representando a "intuição feminina", aonde nenhum dos dois podem resolver o problema sozinho e, nem mesmo juntos, podem resolvê-lo completamente.

Ele mencionou Kurt Gödel, um matemático, que descreveu como qualquer sistema complexo pode ser consistente ou completo, mas não ambos, e como o Arquiteto tentou construir a Matrix matematicamente, com total precisão e tentando torná-la consistente, o que também não funcionou. Foi somente com a ajuda do Oráculo, que tentou uma abordagem intuitiva, foi que a fez a Matrix funcionar. A ideia foi bem sucedida para 99% das mentes, embora as outras 1% restantes iriam recusar a realidade imposta a elas e causar um desastre. Ele diz que isso mostra como "você não pode fazer a Matrix autocontenida, consistente e feliz pois, assim, estará deixando de fora esses outros domínios", e até que estes fossem integrados, eles não poderiam fazer a Matrix funcionar corretamente: o papel de Neo, então, era resgatar não somente a humanidade, mas também os programas e as Máquinas.

Cornel West concordou que isso mostrou como a imperfeição era parte integrante da natureza humana, ao dizer que O Criador da Matrix teve que lidar com essa imperfeição em seu desígnio, que aborda como podemos definir a natureza humana como um mandato questionador da razão. Se, uma vez que aceitamos nossa imperfeição, ela nos leva a responder às grandes questões da vida - que, por sua vez, não possuem respostas, resultando em niilismo; Ou, se ainda há uma maneira de lidar e lutar com essas possíveis respostas de uma maneira finita individual que ainda possa ser capaz de preservar um minimo de senso de individualidade e liberdade. Curiosamente ele se perguntou se esses dilemas eram apenas um tema dentro dos filmes, ou também algo contra o qual os próprios Wachowskis estavam lutando.

Outras interpretações Editar

A Matrix Paraíso também pode ser uma vaga alusão ao Jardim do Éden descrito no Livro de Gênesis. Lá é dito que o Jardim do Éden foi tirado da humanidade por desobediência.

Aparece em Editar

Veja também Editar

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